Quanto Ganha um Técnico em Segurança do Trabalho em 2021?

O técnico de segurança do trabalho é uma das profissões mais conhecidas da área de formação técnica, devido a sua importância e a considerável procura do mercado de trabalho, bem como por apresentar ofertas salariais atraentes.

Em decorrência disso, o curso de técnico em segurança do trabalho é um dos cursos mais procurados no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).

Entretanto, você sabe o que faz, como se tornar, onde trabalhar e quanto ganha um técnico em segurança do trabalho em 2021? Se essas são algumas das suas dúvidas, confira o texto a seguir!

O que faz o técnico de segurança do trabalho?

O técnico de segurança do trabalho é um profissional de fundamental importância para as empresas ou instituições, responsável pelo cumprimento do disposto nas Normas Regulamentadoras (NR) e demais exigências legais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), que visam a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores.

Conforme a Portaria nº 3.275/1989, as principais atribuições do técnico em segurança do trabalho são:

I – Informar o empregador, através de parecer técnico, sobre os riscos existentes nos ambientes de trabalho, bem como orientá-los sobre as medidas de eliminação e neutralização;
II – Informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade, bem como as medidas de eliminação e neutralização;
III – Analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidente de trabalho, doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador, propondo sua eliminação ou seu controle;
IV – Executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados, adequando-os às estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em uma planificação, beneficiando o trabalhador;
V – Executar programas de prevenção de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho nos ambientes do trabalho, com a participação dos trabalhadores, acompanhando e avaliando os seus resultados, bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos;
VI – Promover debates, encontros, campanhas, seminários, palestras, reuniões, treinamentos e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com objetivo de divulgar as normas de segurança e higiene do trabalho, assuntos técnicos, administrativos e prevencionistas, visando a evitar acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho;
VII – Executar as normas de segurança referentes a projetos de construção, ampliação, reforma, arranjos físicos e de fluxos, com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho, inclusive por terceiros;
VIII – Encaminhar aos setores e áreas competentes, normas, regulamentos, documentações, dados estatísticos, resultados de análise e avaliações, materiais de apoio técnico, educacional e outros de divulgação para conhecimento e autodesenvolvimento do trabalhador;
IX – Indicar, solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio, recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis, de acordo com a Legislação vigente, dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas, avaliando o seu desempenho;
X – Cooperar com as atividades do meio ambiente, orientando quanto ao tratamento e destino dos resíduos industriais, incentivando a conscientização do trabalhador da sua importância para a vida;
XI – Orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço;
XII – Executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho, utilizando métodos e técnicas científicas, observando dispositivos legais e institucionais que tenham como objetivo a eliminação, controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente, para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores;
XIII – Levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho, calcular a frequência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas, normas, regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica, que permitam a proteção coletiva e individual;
XIV – Articular e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos, fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção em nível de pessoal;
XV – Informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres, perigosas e penosas existentes na empresa, seus riscos específicos, bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos;
XVI – Avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador;
XVII – Articular-se e colaborar com os órgãos e entidades à prevenção de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho;
XVIII – Participar de seminários, treinamentos, congressos e cursos visando ao intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional.

Portanto, essas são algumas das principais funções do técnico de segurança no trabalho nas organizações.

Onde o técnico de segurança do trabalho pode atuar?

O técnico de segurança do trabalho pode trabalhar em organizações de diversos segmentos, como na construção civil, plataforma de petróleo, mineração, indústria, comércio e hospitais, entre outros.

Basicamente, a atuação do técnico de segurança do trabalho fundamenta-se no gerenciamento dos riscos ocupacionais, visando garantir melhores condições de trabalho, o cumprimento das NR e demais exigências legais de SST, bem como promover a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

No âmbito da segurança e saúde do trabalho, o técnico em segurança do trabalho atua como o principal mediador na relação entre o empregador e os empregados.

Quando a empresa deve contratar um técnico em segurança do trabalho?

Ao contrário do que muitos pensam, a obrigatoriedade da organização ter o técnico em segurança do trabalho não se baseia somente na quantidade de funcionários.

Para estabelecer se uma organização deve ter o técnico de segurança do trabalho, é necessário considerar a relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) com o seu correspondente Grau de Risco (GR) e o número de empregados do estabelecimento, conforme disposto na NR-04.

A depender desses requisitos, a organização pode ter um ou mais técnicos de segurança do trabalho, bem como possuir mais outros profissionais da área de segurança e saúde do trabalho, como o médico do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, enfermeiro do trabalho e o auxiliar ou técnico em enfermagem do trabalho.

Para saber melhor a respeito de quando é necessário a empresa ter o técnico em segurança do trabalho, por favor, acesse: Dimensionamento do SESMT.

Como se tornar um técnico de segurança do trabalho?

Caso tenha interesse em ingressar na carreira de técnico em segurança do trabalho, temos algumas informações e dicas que certamente te ajudarão.

Logo, saiba que para ingressar no curso de técnico em segurança do trabalho, o aluno precisa ter concluído pelo menos, o ensino médio de escolaridade e se matricular em uma instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) para que o diploma tenha validade no mercado de trabalho.

⇒ Leia também: Como ser um bom técnico de segurança do trabalho.

Quanto tempo dura o curso de técnico de segurança do trabalho?

A duração média do curso de técnico em segurança do trabalho é de um ano e meio, podendo chegar no máximo 2 anos, com a carga horária mínima de 1200 horas, dividas em módulos compostos de diferentes matérias, de acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) do Ministério da Educação (MEC).

Após a obtenção do diploma e do registro profissional, o técnico de segurança do trabalho estará livre para exercer suas atividades em qualquer segmento econômico.

Quanto ganha um técnico em segurança do trabalho?

Se você tem dúvida a respeito da média salarial do técnico em segurança do trabalho em seu estado. Abaixo, disponibilizamos um quadro com a média salarial por tempo de experiência profissional em cada estado brasileiro:

quanto ganha um técnico em segurança do trabalho

Vale destacar, que as médias salariais acima podem alterar de acordo com a cidade e o nível de experiência.

Uma vez que, os técnicos recém-formados podem ingressar na carreira com salários menores, enquanto os mais experientes podem chegar aproximadamente a R$ 7.500,00 ou até mais, de acordo com a região do país e o segmento da organização.

Além disso, a carga horária média de trabalho é de 44 horas semanais, com possibilidades de horas-extras e diferentes expedientes, que em sua maioria acompanham a dinâmica da produção e/ou o atendimento da empresa.

Portanto, o técnico de segurança do trabalho pode ter um salário bem atrativo em comparação a média salarial das demais profissões de formação técnica.

Além disso, independente de valores salariais, trata-se de uma profissão bastante gratificante, no ponto de vista profissional e pessoal, que é se dedicar constantemente à segurança e saúde dos trabalhadores em geral.

Vagas para Técnico de Segurança do Trabalho

Entre os principais sites de emprego com vagas para técnico em segurança do trabalho, temos o Vagas, Gupy, InfoJobs, Emprega Brasil e a rede social LinkedIn.

Em relação aos sites com vagas de estágio para técnico em segurança do trabalho, temos o CIEE e a Nube.

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