A importância da ergonomia nas escolas

Confira a importância da ergonomia nas escolas.

Ergonomia se refere ao estudo sobre a relação entre o trabalho e os indivíduos que o desempenham, de forma que as condições do trabalho promovam saúde e segurança, aspectos os quais permitem que os resultados sejam bem sucedidos.

O ambiente escolar é o local de trabalho de muitos profissionais, dentre eles, os professores. Além disso, os alunos também desenvolvem a função de aprendizado e deve possuir condições favoráveis no desempenho das atividades acadêmicas. Diante disso, nota-se a importância da ergonomia nas escolas tanto direcionada para os alunos como para os docentes.

Ergonomia nas escolas para o aluno

O que é esperado do aluno é basicamente seu desempenho satisfatório no processo ensino-aprendizagem, ou seja, que o mesmo realize as atividades propostas, preste atenção à aula e siga as regras do ambiente escolar.

No entanto, é preciso entender que o sucesso do aprendizado não é responsabilidade apenas do aluno, mas também das condições do ambiente escolar. Veja abaixo aspectos importantes de ergonomia nas escolas que interferem no desempenho escolar:

  • Iluminação: quando a mesma não é adequada pode causar problemas como dor de cabeça, problemas de vista, dificuldade de visualizar o quadro, etc;
  • Carteiras: quando inapropriadas o aluno passa a sentir dores e desconforto, o que interfere negativamente na atenção e retenção de informações. Além disso, é necessário que a instituição proporcione carteiras para os alunos canhotos, mas o modelo mais adequado, segundo a NBR 14006 (Móveis escolares – Cadeiras e mesas para conjunto aluno individual) é o conjunto de mesa e cadeira com diferentes alturas adequadas à faixa etária escolar.

Vale acrescentar que o modelo adequado de cadeira é estofada, para evitar compressão nas pernas, o que compromete a circulação sanguínea, com dimensões que possibilitem o apoio das pernas e da coluna, o encosto deve contemplar entre 100º e 105º. Já as mesas devem ter as bordas arredondadas para evitar acidentes, apoio para os pés, feita com material não quebrável nem reflexivo, como vidro ou acrílico.

  • Ventilação/climatização: ambiente muito frio ou muito abafado e quente também pode causar problemas que interferem no aprendizado, como problemas respiratórios, doenças infecciosas, desconforto.

Ergonomia nas escolas para os professores

Atualmente a questão da valorização do trabalho dos professores tem sido pauta de muitas discussões, principalmente no que tange o salário dos docentes, porém deve-se lembrar também da importância da ergonomia nas escolas como uma forma de respeito e de valorização do trabalho destes profissionais tão importantes.

Proporcionar condições favoráveis ao desempenho profissional inclui:

  • Boa iluminação: além das agravantes já mencionadas, como dores de cabeça e problemas de vista, este fator pode contribuir com o desenvolvimento de estresse.
  • Mobílias adequadas: por mais que o professor passe maior parte do tempo em pé, sua cadeira e mesa devem garantir descanso, postura, conforto e boa circulação sanguínea;
  • Bom posicionamento do quadro: há professores de todas as estaturas, por isso o quadro deve ter um tamanho e posicionamento que possibilita cada profissional escrever sem ter que se curvar, esticar ou ficar nas pontas dos pés. É mais apropriada a lousa branca, pois o quadro negro não é saudável devido à inalação do pó do giz;
  • Oferta dos materiais: a falta das ferramentas de trabalho pode se tornar um fator que contribui com o estresse;
  • Oferta de alternativas para ministrar as aulas: além do quadro, o professor deve ter opções, como o data-show, pois o ato de escrever com muita frequência pode causar doenças como LER/DORT, lesões, tendinite, inflamações, etc.

Ações que melhoram a ergonomia nas escolas

É interessante que as instituições de ensino, sejam elas privadas ou públicas, promovam ações de educação sobre a ergonomia nas escolas, como palestras sobre postura nas carteiras, sobre a importância do esporte/atividade física na prevenção de doenças, sobre higiene e organização, etc.

Ou ainda, promover minutos com alongamento, ginástica laboral para os professores, podendo ser em conjunto com os alunos, o que contribui ainda com a melhora da relação aluno-professor.

Outra ação interessante é a organização das classes, distribuindo os alunos em diversas salas, para evitar comportamentos indesejados devido ao excesso de alunos e evitar que o professor tenha que falar muito alto, o que pode causar estresse, inflamação de garganta ou problema nas cordas vocais.

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