O que é Asbestose?


O amianto, também conhecido como asbesto, é um composto silicato fibroso natural encontrado na crosta terrestre, caracterizado por ser altamente resistente a altas temperaturas. É muito utilizado na fabricação de telhas, caixas d’água, lonas, isolantes térmicos e canos. O asbesto é considerado altamente nocivo à saúde, principalmente em relação a doenças respiratórias.

O asbesto passou a ser explorado comercialmente no Brasil a partir do ano de 1940, a partir de então, muitos trabalhadores estão expostos ao risco advindo da mineração do mesmo. Estima-se que são extraídas 200.000 toneladas de asbesto por ano no Brasil.

Neste sentido, a asbestose consiste em uma doença pulmonar caracterizada pela ocorrência de fibrose no tecido pulmonar, isto quer dizer que quando o pulmão é exposto ao asbesto, começa um processo de cicatrização das lesões causadas pelo mineral e isto forma o que se chama de fibrose intersticial.

Causa da asbestose

A etiologia da asbestose consiste na inalação de partículas de amianto, em decorrência à exposição ao mesmo, desta forma, o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença é trabalhar em exposição ao asbesto sem que haja proteção adequada. Portanto, considera-se a asbestose uma doença ocupacional.

É importante acrescentar que a exposição prolongada, isto é, por décadas, faz com que o risco seja elevado, uma vez que além da fibrose decorrente do processo de cicatrização, também começam a ser acumulados líquidos na pleura (membrana que reveste o pulmão) ou ainda, pode-se desenvolver neoplasia benigna ou maligna.

Vale alertar que o tabagismo é um fator de risco que agrava e acelera o desenvolvimento da doença.

Sintomas da asbestose

Infelizmente os primeiros sinais de asbestose só começam aparecer tempo após a exposição e de forma gradual, quanto mais cicatrizes são formadas no pulmão, mais graves são os sintomas, os quais estão descritos a seguir:

  • Dispneia (dificuldade para respirar, falta de ar);
  • Redução da elasticidade do pulmão, diminuindo a capacidade respiratória;
  • Tosse seca;
  • Respiração sibilante;
  • Dor toráxica;
  • Dificuldade de realizar atividades físicas ou mesmo pequenos esforços.

Tratamento da asbestose

Primeiramente, é fundamental que seja diagnosticado adequadamente, para que somente após a confirmação e o levantamento do nível de gravidade, a asbestose seja tratada devidamente.

O diagnóstico é realizado primeiramente com anamnese para identificar os sintomas e detectar histórico de tabagismo, de câncer na família e de grau de exposição, bem como através de exames histopatológicos e biópsia, para verificar o grau da fibrose, presença de pneumonia ou de neoplasia e, por fim, faz-se também a contagem de fibras por meio de microscópio eletrônico.

Portanto, o tratamento é planejado de acordo com o resultado do diagnóstico, o qual pode incluir o afastamento da exposição ao amianto, administração de oxigênio, drenagem do líquido pleural, fisioterapia respiratória. Em casos que haja câncer, a quimioterapia não funciona, de forma que a única terapêutica seja o transplante de pulmão.

Prevenção da asbestose

Vimos que os sintomas e as consequências da asbestose podem ser muito graves e que o tratamento nem sempre é bem sucedido, por isso, a prevenção é uma medida de extrema importância.

As medidas preventivas incluem:

  • Não fumar;
  • Realizar treinamentos sobre os procedimentos adequados no trabalho;
  • Realização frequente de exames de rotina aos trabalhadores expostos;
  • Realização de análise da presença de partículas de amianto na poeira;
  • Etiquetagem de recipientes que contenham amianto, utilizando linguagem compreensível para os trabalhadores que manusearão;
  • Eliminar dejetos decorrentes da produção de amianto de forma adequada e em concordância com a Lei;
  • Orientação sobre o manuseio de objetos e equipamentos usados durante a mineração, para que não haja contaminação de outros ambientes desprotegidos;
  • Orientação sobre a utilização dos equipamentos de proteção de forma adequada, os quais incluem roupas apropriadas, máscaras, luvas, respiradores, etc;
  • Higienização dos EPI’s e das roupas de forma adequada, impedindo que haja contaminação fora do ambiente de trabalho.

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