Ergonomia física, Cognitiva e Organizacional: Qual a Diferença?


A ergonomia é entendida de uma forma abrangente como uma área do conhecimento que se dedica ao estudo da relação entre homem e trabalho, leia-se: equipamentos, máquina, tecnologia, atividade laboral.

Dessa forma, a ergonomia é um conceito bastante presente no contexto do trabalho não somente no sentido físico, mas também cognitivo e organizacional. Pode-se dizer, portanto, que a ergonomia pode ser subdivida em ergonomia física, cognitiva e organizacional.

O que é Ergonomia física, Cognitiva e Organizacional?

A ergonomia possui três áreas de especialização, a saber: ergonomia física, cognitiva e organizacional.

  • Ergonomia física: consiste no estudo da relação do trabalho com o homem no aspecto físico, isto é, referente aos aspectos da fisiologia, anatomia, biomecânica. Dessa forma, envolve estudar como o trabalho influencia no funcionamento da musculatura, das articulações, a postura, os movimentos, etc.
  • Ergonomia cognitiva: os processos cognitivos incluem a memória, atenção, concentração, raciocínio. Com isso, esta área se especializa no estudo das respostas mentais e emocionais com que o trabalho se relaciona, como tomada de decisão, estresse, esforço de trabalho mental, desempenho, satisfação, motivação, etc.
  • Ergonomia organizacional: esta, por sua vez, é a área da ergonomia que se dedica ao estudo da forma como o sistema da organização pode influenciar na relação do homem com seu trabalho, este sistema inclui a cultura e o clima organizacional, as políticas, processos, modelo de gestão, o tipo de liderança, etc.

Objetivos da Ergonomia física, Cognitiva e Organizacional

O objetivo da ergonomia em geral é proporcionar bem-estar e segurança no trabalho por meio da melhoria de condições laborais ao homem. Em um sentido mais específico, pode-se segmentar os objetivos da ergonomia física, cognitiva e organizacional, confira cada um deles:

  • Objetivos ergonômicos físicos: a ergonomia física busca melhorar a relação do homem com a máquina, equipamentos, móveis e objetos de trabalho, assim, suas ações objetivam avaliar se a cadeira proporciona postura adequada, avaliar a vibração de determinados instrumentos, avalia também a movimentação adequada no levantamento e manipulação de objetos, etc. Além de avaliar, a ergonomia física se objetiva em orientar e conscientizar para que a saúde física seja preservada.
  • Objetivos ergonômicos cognitivos: a ergonomia cognitiva, por sua vez, tem como objetivo avaliar e intervir nas questões que influenciam o nível mental do trabalhador, são medidas que proporcionam menos fatores estressores no ambiente de trabalho, ações de melhoria no relacionamento entre colegas e líderes, desenvolvimento e treinamento dos profissionais, etc.
  • Objetivos ergonômicos organizacionais: por fim, esta área visa a estudar e intervir no clima e na cultura organizacional, procurando adaptar as condições da empresa para que o trabalhador tenha maior segurança, saúde e bem-estar no seu ambiente de trabalho, é ação desta área também intervir no modo de liderança, buscando melhorar a forma de gestão.

Benefícios da ergonomia física, Cognitiva e Organizacional para as empresas

É equivocado pensar que ergonomia física, cognitiva e organizacional beneficia apenas o trabalhador, é claro que a saúde e segurança do homem no trabalho é prioridade, no entanto, a ergonomia é capaz de beneficiar muito à empresa.

A empresa que se preocupa em adequar suas condições para aplicar a ergonomia em todas as suas áreas, se beneficia nos seguintes aspectos:

  • Trabalhador satisfeito;
  • Aumento de produtividade;
  • Clima organizacional favorável;
  • Menos chance de acidentes e outras doenças ocupacionais;
  • Menos chance de depressão, ansiedade e estresse;
  • Redução do número de desligamentos;
  • Redução da frequência de faltas e atrasos;
  • Trabalhador sente orgulho da empresa;
  • Imagem da empresa favorável no mercado.
Qual a diferença entre a Ergonomia física, Cognitiva e Organizacional?

Até aqui, foi possível compreender do que se tratam cada área de especialização da ergonomia, seus objetivos e benefícios. Agora, vale ressaltar e clarificar a diferença entre cada uma, isto é, a diferença entre a ergonomia física, cognitiva e organizacional.

A diferença entre tais áreas está justamente no objeto de estudo e de intervenção. O objeto de estudo da ergonomia física é tudo o que envolve o funcionamento orgânico do trabalhador, já o objeto de estudo da ergonomia cognitiva é em nível mental e emocional na relação com o trabalho e o objeto de estudo da ergonomia organizacional são os estímulos externos que a empresa oferece.

É importante ressaltar que segmentar a área de conhecimento é interessante para melhor atender à saúde do homem, no entanto, deve-se ter cuidado para não segmentar o próprio homem, pois este e um ser integrado.


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