O que faz o Técnico em Segurança do Trabalho?


O que faz o Técnico em Segurança do Trabalho?

Então, se você tem essa dúvida ou algum dia se fez essa pergunta. Hoje, buscaremos respondê-la utilizando como base a própria legislação brasileira pertinente à segurança do trabalho.

Primeiramente, antes de abordarmos detalhadamente sobre o que faz o técnico em segurança do trabalho é importante ressaltar que de acordo o Quadro II da norma regulamentadora nº 04 (Dimensionamento do SESMT), a empresa poderá ter em seu Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT o técnico em segurança do trabalho, tal como o médico do trabalho, o engenheiro de segurança do trabalho, o enfermeiro do trabalho e o auxiliar ou técnico em enfermagem do trabalho.

  • Para saber mais sobre o dimensionamento do SESMT, acesse:

Dimensionamento do SESMT.

Quem pode exercer a profissão de técnico em segurança do trabalho?

De acordo, o Art. 2º da lei nº 7.410, de 27 de Novembro de 1985, que dispõe sobre a especialização de engenheiros e arquitetos em engenharia de segurança do trabalho e o exercício da profissão de técnico de segurança do trabalho, estabelece que:

Art. 2º – O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho será permitido, exclusivamente:
I – ao portador de certificado de conclusão de curso de Técnico de Segurança do Trabalho, a ser ministrado no País em estabelecimentos de ensino de 2º grau;
II – ao Portador de certificado de conclusão de curso de Supervisor de Segurança do Trabalho, realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho;
III – ao possuidor de registro de Supervisor de Segurança do Trabalho, expedido pelo Ministério do Trabalho, até a data fixada na regulamentação desta Lei.

O que faz o Técnico em Segurança do Trabalho?

De acordo, a Portaria nº 3.275, de 21 de setembro de 1989 do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, o técnico em segurança do trabalho tem as seguintes atribuições:

“I – informar o empregador, através de parecer técnico, sobre os riscos exigentes nos ambientes de trabalho, bem como orientá-los sobre as medidas de eliminação e neutralização;
II – informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade, bem como as medidas de eliminação e neutralização;
III – analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador, propondo sua eliminação ou seu controle;
IV – executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultantes alcançados, adequando-os estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em uma planificação, beneficiando o trabalhador;
V – executar programas de prevenção de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho, com a participação dos trabalhadores, acompanhando e avaliando seus resultados, bem como sugerindo constante atualização dos mesmos estabelecendo procedimentos a serem seguidos;
VI – promover debates, encontros, campanhas, seminários, palestras, reuniões, treinamentos e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as normas de segurança e higiene do trabalho, assuntos técnicos, visando evitar acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho;
VII – executar as normas de segurança referentes a projetos de construção, aplicação, reforma, arranjos físicos e de fluxos, com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho, inclusive por terceiros;
VIII – encaminhar aos setores e áreas competentes normas, regulamentos, documentação, dados estatísticos, resultados de análises e avaliações, materiais de apoio técnico, educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento do trabalhador;
IX – indicar, solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio, recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis, de acordo com a legislação vigente, dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas, avaliando seu desempenho;
X – cooperar com as atividades do meio ambiente, orientando quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais, incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida;
XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas, quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço;
XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas científicas, observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação, controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente, para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores;
XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho, calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas, normas regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica, que permitam a proteção coletiva e individual;
XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos, fornecendo-lhes resultados de levantamento técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal;
XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubre, perigosas e penosas existentes na empresa, seus riscos específicos, bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos;
XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador;
XVII – articula-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho;
XVIII – particular de seminários, treinamento, congressos e cursos visando o intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional.

Para obter a íntegra o texto da portaria nº 3.275, de 21 de setembro de 1989, com as atribuições do técnico de segurança do trabalho, por favor, acesse:

⇒ Download – Portaria nº 3.275, de 21 de setembro de 1989.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – Texto escrito pelo Blog Segurança do Trabalho.


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Comentários

  1. Anderson Clayton dos Santos

    Esse texto explicativo é relevante para nós técnicos em segurança, ficarmos alertas e executar nosso trabalho conforme a Portaria nº 3275. Obrigado Blog da Segurança!

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  2. Antonio

    Alguém conhece esse curso Técnico na modalidade a distância em SP ?
    Pois quero fazer mas não tenho tempo para ir todos os dias assistira aulas

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  3. Rosivaldo Santos Romeiro

    EU fix o curso de TST a distancia pelo IFPR EAD conclui e ja estou com registro em carteira podendo exercer esta profissao cuidar de visas ser prevencionista….

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  4. Lourdes Pettene Veiga

    Bom dia, fui registrada como Técnico de Segurança do trabalho em 23/09/2014, ainda não trabalho na área. Preciso saber o que fazer. Tenho que pagar alguma taxa anual? Preciso renovar o registro anualmente? por favor, pode me enviar essas informações? Obrigada.

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    1. Daniela Costa

      Não precisa se registrar em nenhum conselho somente o registro expedido pelo MTE vc pode atuar sem pagar taxa nenhuma e não há necessidade de renovação.

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  5. jadisan castro

    estou interressanda no curso, porém minhas dúvidas não me deixam embargar na área, já que o curso é caso é só ouço por aí dizerem, que não obtenham retorno, já que o mercado de trabalho nesta modalidade só se entra com peixada! sera???

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  6. marieta fernandes da silva

    por favor ja fiz o curso a 2 anos quero fazer o registro ja liquei varias fiz tudo solicitados mais não consigo ter acesso aos documentos que precisam para dar entrada anotam para mim que puder obrigados deste ja´.

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